10 Maio 2010

Presidente do CDS-M afirma: «Crescimento económico regional recuou»

As câmaras municipais da Região estão em falência técnica e “completamente dependentes” do Governo Regional, o qual, por sua vez, enfrenta “um enorme problema” relacionado com as finanças públicas. “Temos um poder local sem meios financeiros dependente de um poder regional de nível mais elevado, mas que também ele se confronta com enormes problemas financeiros devido à má gestão dos dinheiros públicos, que há muitos anos é constatada nesta Região”, denunciou José Manuel Rodrigues.

O presidente do CDS/PP apontou que a situação ainda se torna mais grave quando as dívidas do governo e das câmaras municipais põem em causa a sobrevivência de muitas empresas e de muitos postos de trabalho. “Os atrasos são de muitos anos e já provocaram a falência de muitas empresas e isso contribuiu para engrossar os números do desemprego, que já atinge cerca de 15 mil madeirenses”, sublinhou.
José Manuel Rodrigues falava ontem na sessão de encerramento do curso de Formação Autárquica, o qual decorreu este fim-de-semana no Funchal e teve como oradores o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, o presidente da Assembleia Municipal de Felgueiras
e o presidente da Junta de Freguesia de Cascais. Nesta iniciativa participaram cerca de 80 eleitos do CDS/PP para as autarquias da Madeira.
Na ocasião, o líder dos “populares” alertou que a Região “andou para trás” nos últimos anos em termos de desenvolvimento e de crescimento económico, referindo que um relatório divulgado há poucos dias pelo Instituto Nacional de Estatística - que compara o crescimento económico e o desenvolvimento das Regiões portuguesas nos últimos anos - é muito preocupante. “A Madeira desceu oito posições entre as trinta regiões portuguesas em termos de competitividade e em termos de crescimento e de desenvolvimento económico. Reduzimos a nossa competitividade, baixamos a nossa coesão social e caímos também no ranking da qualidade ambiental”, apontou.

Esta situação, no entender de José Manuel Rodrigues, é a demonstração de que o PSD não está a governar correctamente a Região e as autarquias, bem como que o seu modelo de desenvolvimento está “claramente” ultrapassado. “A governação do PSD está a falhar. Produzimos menos, somos menos competitivos, estamos a criar menos riqueza, exportamos menos, temos mais desemprego, a qualidade de vida das famílias piorou, a pobreza aumentou e temos uma qualidade ambiental pior do que tínhamos há alguns anos”, advertiu.

O líder do CDS/PP considera que a catástrofe de 20 de Fevereiro veio agravar toda esta situação. Porém, “é possível transformar aquilo que foi uma fatalidade numa oportunidade de crescimento económico e de desenvolvimento, mas para que isso possa acontecer é preciso que o Governo Regional saiba aproveitar muito bem os apoios financeiros do Estado e, sobretudo, que essa reconstrução não sirva os interesses eleitorais do PSD, mas sim os interesses daquelas pessoas que perderam tudo e das empresas que viram a sua capacidade produtiva claramente afectada”, defendeu.
José Manuel Rodrigues reiterou, ainda, que o CDS/PP assume-se como uma alternativa de poder para 2011. “Só se pode passar da fatalidade à oportunidade se tivermos à frente dos destinos da Madeira uma nova geração de políticos. E o CDS quer estar nessa nova geração e é para isso que nos preparamos para que em 2011 o Movimento Esperança e Alternativa possa merecer a confiança dos madeirenses”, concluiu.


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