A direcção do CDS-PP Madeira reuniu, ontem à tarde, com o grupo parlamentar e os seus autarcas eleitos pelos concelhos atingidos pelo temporal de 20 de Fevereiro, para definir várias propostas que pretendem ver discutidas nas mais variadas áreas de intervenção.Depois do período normal de algum recato, tendo em conta a tragédia que atingiu muitos madeirenses, o democratas populares fazem "um balanço às causas e consequências" e entendem ser hora de "lançar as bases para a reconstrução das infra-estruturas públicas e privadas que foram gravemente afectadas", começou por dizer o líder regional, José Manuel Rodrigues.
O também deputado pela República lembra os graves prejuízos humanos e materiais até agora conhecidos, como mote para apelar à "convergência em vez da divergência" e à "união em lugar da divisão". Ciente que as consequências da tragédia "estão à vista de todos e a todos constrange", mesmo não esquecendo que a "principal causa da calamidade, as chuvadas torrenciais, são historicamente conhecidas", já as causas que potenciaram a destruição têm intervenção humana e podem e devem ser corrigidas", acusa. Para o CDS-PP Madeira, houve "falta de um rigoroso planeamento e ordenamento do território, a ocupação indevida dos solos, a construção nas margens e nos leitos das ribeiras, a falta de limpeza de muitos córregos e ribeiras um pouco por toda a ilha, despejo de terras e entulhos em cursos de água, insuficiente florestação das serras, a falta de limpeza das árvores e mato destruídos pelos incêndios e a ausência de consolidação de muitas escarpas são causas que ampliaram o desastre natural", aponta.
Para José Manuel Rodrigues, depois de aprender com os erros, "para que outros não voltem a ser cometidos nesta fase de reconstrução", há que tomar as necessárias medidas e obras urgentes para repor a normalidade da vida pública e económica, e a curto prazo "são necessárias decisões e intervenções corajosas no domínio do ordenamento do território". E acrescenta: "Tem que haver um antes e um depois da tragédia".
Fonte: DN-Madeira
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Para quem quiser ler na integra o comunicado poderá fazê-lo aqui
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